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11 atitudes que os candidatos odeiam nos recrutadores



Confira um verdadeiro festival de práticas nada recomendáveis, mas ainda assim comuns entre os recrutadores, na opinião de três especialistas

São Paulo – Mentir, omitir fatos, atrasar e insistir em relação ao retorno da entrevista de emprego são aspectos que tiram do sério os recrutadores e minam as chances de conquista de uma oportunidade profissional.

11 atitudes que os candidatos odeiam nos recrutadoresMas e do outro lado? Quais as atitudes dos recrutadores que mais irritam ou chateiam os candidatos? É o que Exame.com foi investigar com os especialistas. Confira quais são as piores práticas de recrutadores na opinião deles:

1 Atraso

Marcar hora e deixar o candidato esperando foi a primeira atitude citada pelos três especialistas consultados. Ou seja, se os recrutadores odeiam quando candidatos atrasam, este últimos também ficam irritados quando ficam “plantados” na sala de espera.

“E é incrível como é um erro muito comum, apesar de básico, e que atrapalha o profissional que dedicou seu tempo, saiu da empresa, às vezes até deu uma desculpa para o chefe, para estar naquela entrevista”, diz Natasha Patel, gerente da expertise Hays de Recursos Humanos.

“Toma o tempo da pessoa que pode ter deixado de buscar outra colocação no mercado para estar ali”, diz a consultora de carreira Márcia Britto, diretora técnica da JobLine do Brasil.

“O candidato já está em um estado de ansiedade maior, então ficar esperando é uma situação muito ruim”, diz Eliane Figueiredo, diretora-presidente da Projeto RH. A especialista lembra que há uma situação de poder envolvida. “Há casos de o candidato não poder esperar, porque tem outro compromisso, e o recrutador ainda ficar bravo e atribuir isso ao nervosismo do profissional”, diz Eliane.

2 Não receber o resultado de testes e ferramentas aplicadas durante o processo

Responder longos questionários, participar de testes e não ter acesso ao resultado também chateia os candidatos, principalmente quando eles não são aprovados no processo seletivo.

“Muitos têm a fantasia de que não passaram porque foram reprovados nestes testes e não é bem assim, porque vai depender do critério estabelecido para seleção”, diz Márcia. A especialista explica que, geralmente, é a empresa que determina as ferramentas aplicadas durante a seleção. “Quem está pedindo é a empresa e é ela o meu cliente”, diz.

3 Critérios de seleção

Quando entrevistadores adotam critérios com os quais os candidatos não concordam, também há muitas reclamações, segundo Márcia. “Eles dizem que aquelas competências não são necessárias para trabalhar naquele cargo”, diz.

De acordo com ela, em relação aos aspectos técnicos, não há nada que possa ser feito, porque os recrutadores não têm a qualificação técnica para argumentar com as empresas que estão exigindo aquelas habilidades. “Se é uma questão técnica, não temos como argumentar, mas se é uma competência comportamental é até possível interceder em favor do candidato”, diz.


4 Pressão, displicência ou rudeza na entrevista

O estilo de entrevista também é alvo de desconfiança e reclamação de muitos profissionais que estão buscando uma nova posição no mercado. Agressividade e falta de respeito intimidam os candidatos.

“Muita gente que não é qualificada para isso acha que sabe comandar uma entrevista de emprego, mas não é assim”, lembra Márcia, ressaltando que em empresas menores, por exemplo, muitas vezes não há um departamento de recursos humanos.

Eliane explica que, muitas vezes, em dinâmicas de grupo há momentos em que há a pressão de tempo, e as pessoas precisam realizar uma atividade em um período cronometrado. “Tentamos transpor para aquele momento uma situação de trabalho que pode acontecer no cotidiano daquela função”, explica.

Mas há limites que não podem ser ultrapassados. “Tem gente que pressiona tanto que chega a faltar com a educação, fazendo com que os profissionais entrem na defensiva”, destaca Eliane.

Uma postura displicente também é considerada uma péssima prática durante o processo de recrutamento. “Fazer uma pergunta e nem dar espaço para resposta, emendando outra questão é um exemplo de que não está ouvindo o que pessoa tem para dizer”, diz Eliane.

5 Interrupções

Lidar com o nervosismo durante a entrevista já não tarefa simples. Imagine ter de fazer isso enquanto um recrutador para constantemente a conversa para atender telefone, sai da sala para conversar com pessoas ou fica com os olhos vidrados na tela do smartphone respondendo emails. “Deixar o celular ligado e ele tocar no meio da entrevista é de muito mau gosto”, diz Natasha.

“O candidato vai se sentir desprezado e concluir que o recrutador não gostou dele”, diz Eliane. Para ela, não separar tempo para a entrevista e permitir estas interrupções é uma péssima prática de recrutamento. “O recrutador vai também perder o fio da meada”, afirma. Para ela, se há uma urgência é sempre melhor avisar que talvez seja preciso interromper a conversa.

6 Não prezar pela igualdade de tratamento entre candidatos

Quem não ficaria chateado ao perceber que o recrutador está dando mais espaço para outro candidato falar durante uma dinâmica de grupo? E se quando a outra pessoa expõe a sua opinião o recrutador assente e, quando você fala, ele gestualmente discorda com a cabeça?

“Não pode deixar claro que concorda com uma pessoa e discorda da outra”, lembra Eliane. De acordo com ela, rir, fazer comentários irônicos ou criticar um candidato, durante a entrevista, também é uma maneira desrespeitosa de agir e uma péssima atitude para um recrutador.


7 Não passar ou transmitir informações erradas sobre o cargo

Receber poucas ou informações erradas sobre o cargo também é algo que atrapalha. “Às vezes , a posição nem é confidencial mas o recrutador não se dispõe a dar muitas informações”, diz Eliane.

“O profissional vai perceber isso ao conversar com o gestor da área. Nesse momento vai notar que não sabia de todas as informações e pode descobrir que não está alinhado ao perfil da posição”, diz Natasha.

De acordo com a especialista, isso ocorre quando o recrutador não estudou o projeto, e portando não conhece bem a posição para a qual o candidato está sendo avaliado. “O despreparo pode resultar em informações incorretas, o recrutador vai querer ‘vender’ a posição, falando do que não sabe”, diz Natasha.

8 Dar feedback sem ter sido solicitado

Outro erro, de acordo com a gerente de extertise da Hays em recursos humanos, é dar feedback sobre a entrevista sem que o candidato peça. “Isso pode ser mal interpretado pelo candidato, porque ele não pediu para o recrutador falar o que ele achava”, diz Natasha.

9 Falar mais do que o candidato

O papel do recrutador em uma entrevista é fazer a perguntas certas para então ouvir o candidato que está ali para dividir sua experiência profissional. “Existem recrutadores que querem demonstrar conhecimento e acabam falando mais do que o próprio candidato”, diz Natasha. Segundo ela, esse tipo de equívoco é mais frequente em entrevistadores que estão em início de carreira.

10 Encaminhar o candidato para uma posição para a qual ele não tem perfil

É frustrante para qualquer pessoa – que se dispôs a participar de uma seleção e conversou com recrutador – descobrir apenas ao conversar com o potencial gestor  que não tem o perfil buscado pela posição.

“O candidato perde tempo, se empolga com a oportunidade e chega na empresa e percebe que a vaga não tem nada a ver com ele”, lembra Natasha.

De acordo ela, há consultores de recrutamento que querem mostrar serviço para seus clientes por volume e não por qualidade. No entanto, ela recomenda que os candidatos façam perguntas durante a conversa para perceber se estão alinhados com a posição. “O profissional também tem responsabilidade porque deveria fazer perguntas”, explica.

11 Não dar retorno do resultado do processo

Participar de um processo seletivo, que pode ser longo e cansativo, e não obter uma resposta sobre o resultado talvez seja a atitude (no caso, a falta de) que mais aborrece e desmotiva os candidatos. “É falta de respeito”, diz Natasha.

“Eles reclamam bastante de recrutadores que não dão resposta”, diz Márcia. Mas a especialista lembra que pode acontecer de a empresa suspender a vaga e não avisar a consultoria. “Neste caso, a consultoria também fica sem resposta”, diz.

Por Camila Pati

Disponível em Portal Exame: https://goo.gl/NhuUsP

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