A teoria DISC (Dominance Influence Steadiness Compliance) examina e tenta identificar as tendências comportamentais inerentes à cada pessoa, para proporcionar o entendimento necessário de si mesmo e dos outros, melhorando a capacidade de adaptação dos indivíduos a diferentes situações. DISC e o Perfil Comportamental
É baseada em 4 fatores: Dominância, Influência, eStabilidade, Conformidade.

DISC e o Perfil ComportamentalA Dominância é o fator do controle e da assertividade; indica como o indivíduo age mediante desafios. Pessoas com um alto grau de Dominância são competitivas e decisivas, são voltadas para os resultado, embora possam ser exageradas e pouco diplomáticas.

A Influência é o fator dos relacionamentos pessoais e comunicação; indica como a pessoa influencia e é influenciada. Pessoas com Influência elevada são sociáveis e desenvolvem boas relações, embora não sejam muito realistas.

A Estabilidade diz respeito a paciência e lealdade; indica a reação diante de mudanças. Pessoas com um alto “S” são metódicas, demonstram interesse em uma conversa e são constantes, mas tem dificuldades em aceitar mudanças e cedem com mais facilidade.

A Conformidade é o fator do detalhe e dos fatos; mostra o modo de lidar com regras e procedimentos. Pessoas com um alto “C” são analíticas e críticas, podendo ser pessimistas e defensivas.
Hoje com o aumento das preocupações da área de seleção e contratação de pessoas, muitas empresas utilizam ferramentas baseadas nessa teoria para aumentar as chances de acerto na hora da inclusão do funcionário. São usadas também para melhorar a capacidade de liderança de gestores, para melhoramento do clima organizacional, da comunicação, para adequação de cargos etc. Essas ferramentas geralmente são baseadas em perguntas e respostas, que devem ser respondias com sinceridade. Cruzando as informações obtidas, geram um relatório que traduz em palavras e gráficos o perfil comportamental da pessoa.
Apesar dos benefícios trazidos pelas ferramentas baseadas na DISC, se o recrutador utilizar esses dados com propósitos exclusivos de eliminação, poderá perder grandes profissionais. O grande problema é que essa teoria não mede fatores essenciais que compõe os seres humanos, que também influenciam na maneira de agir e tomar decisões, como os seus preceitos morais, padrões de julgamento e/ou escolha e formação intelectual; essa teoria só analisa os comportamentos mais observáveis e emoções. Ela analisa como as pessoas fazem e não porque elas fazem, o que a desqualifica como teste de personalidade, pois a personalidade envolve muitas variáveis que vão além do observável. Outro problema é que o número de opções de enquadramento do perfil é limitado e isso pode rotular as pessoas, outro fator importante é que existe uma infinidade de tipos de pessoas com características diferentes e esse “perfil” poderá ser um tanto quanto genérico.

Como ferramenta de autoconhecimento essa teoria é bastante eficaz, pois te mostra alguns fatores importantes, dando ao indivíduo a possibilidade ver mais detalhadamente o que falta ou que precisa ser implementado. Um gerente que esta com dificuldades de relacionamento com seus subordinados, por exemplo, poderá descobrir através dessa análise a melhor maneira de lidar com cada um e melhorar o clima organizacional e a comunicação.

A DISC como forma de adequação e melhoramento pode ser excelente, mas tem que ser usada da forma correta, pois como critério de eliminação é inadequada.

Autor: Rodrigo Cardoso Barbosa

Disponível em RH POrtal: https://goo.gl/nmtWNi

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