Saber trabalhar com robôs é o emprego do futuro. A maioria dos executivos prevê a necessidade de treinar ou substituir funcionários para acompanhar a adoção de inteligências artificiais e automação ao longo dos próximos cinco anos, segundo levantamento da consultoria McKinsey.

Saber trabalhar com robôs é o emprego do futuroA pesquisa global, que teve participação de 300 executivos de companhias de grande porte, aponta que 62% acreditam que terão que requalificar ou substituir mais de um quarto do seu quadro de funcionários até 2023 em decorrência da automação e digitalização dos processos de trabalho. Mais da metade (58%) também considera que a maior responsabilidade nesse processo será das próprias corporações, e não de governos ou instituições de ensino.

Na opinião de 40%, essa mudança se dará em maior parte com o treinamento e requalificação dos funcionários, enquanto 15% acham que a principal solução será contratar novos profissionais. Já 41% apostam em uma combinação entre treinamento do quadro e contratações externas.

Os executivos possivelmente estarão entre os primeiros da fila para receber essas atualizações. Segundo a pesquisa, apenas 16% se consideram “muito preparados” para lidar com a falta de habilidades relacionadas à automação, com cerca de 30% se considerando um pouco ou bastante despreparados. A maior parte se acha “um pouco preparado” para esse futuro.

Um estudo da consultoria divulgado recentemente no Fórum Econômico Mundial aponta que, até 2030, quase 16 milhões de empregos deverão ser afetados pela automação no Brasil. Globalmente, a estimativa é que até 30% das horas trabalhadas poderão ser substituídas por inteligências artificiais e robôs — cenário que já vem gerando mudanças nas rotinas dos departamentos de RH e escritórios de advocacia, por exemplo.

Enquanto cerca de metade das tarefas realizadas em empregos atualmente possam, em teoria, ser automatizadas, a McKinsey  estima que apenas 5% das ocupações podem ser completamente automatizadas.

 Por Letícia Arcoverde | Valor

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