Por Marcos Furtado
Mesmo com a taxa de desemprego de 6,9% no segundo trimestre de 2024 sendo a menor dos últimos dez anos, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, o mercado de trabalho atingiu um recorde de escassez de mão de obra. Duas em cada cinco profissões (40%) com a maior quantidade de empregos formais no país apresentaram, em junho, dificuldade em encontrar trabalhadores.
A pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), baseada em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do Relatório Anual de Informações Sociais (Rais), analisou 231 profissões que respondem pela maior parte das ocupações no país. Destas, 92 foram identificadas como tendo dificuldades em selecionar novos profissionais.
O número superou o maior patamar registrado em dezembro de 2021 na série histórica, que começou há dez anos.
Para essa classificação, foram consideradas as profissões que tiveram avanços no valor do salário de admissão acima da média do mercado formal, que é de 5,8%, na comparação de junho deste ano com o mesmo período de 2023. A alta no número de vagas também foi considerada.
– O reajuste expressivo do salário médio de admissão é uma forma de atrair profissionais mais demandados – afirmou Fabio Bentes, economista da CNC.
De acordo com a pesquisa, a maior dificuldade de contratação foi registrada nos setores de serviços e construção civil. No topo da lista estão o técnico de apoio ao usuário de informática (helpdesk), agente de vendas de serviços, caldeireiro, montador de estruturas metálicas e auxiliar de farmácia de manipulação.
Profissões com maior escassez de mão de obra
Profissão | Variação do Salário de Admissão | Variação de número de Vagas | Vagas Criadas |
Técnico de apoio ao usuário de informática (helpdesk) | 16,6% | 8,2% | 6399 |
Agente de vendas de serviços | 16,1% | 7,5% | 4137 |
Caldeireiro | 12,8% | 4,2% | 2013 |
Montador de estruturas metálicas | 11,4% | 5,8% | 4740 |
Auxiliar de farmácia de manipulação | 11% | 7,9% | 2712 |
Cumim | 10,2% | 29% | 9507 |
Auxiliar de serviços jurídicos | 10% | 4,4% | 2783 |
Trabalhador da manutenção de edificações | 9,9% | 5,1% | 14948 |
Analista de negócios | 9,8% | 4,3% | 5600 |
Serralheiro | 9,3% | 3,7% | 2436 |
A pesquisa apontou que os períodos com maiores dificuldades em obter mão de obra coincidiram com o crescimento econômico. A redução da população fora da força de trabalho também foi listada como uma das responsáveis pela escassez de mão de obra qualificada.
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